Precisamos falar sobre solos

O solo como conhecemos hoje não foi gerado num estalar de dedos e não é um recurso infinito, assim como muitos pensam. O processo de formação do solo é complexo e lento, muito lento. Milhares de anos sob condições ideais são necessários para formar uma fina camada de solo, condições essas que precisam agir sobre um material de origem, que chamamos de rocha.

É preciso a ação do clima, de organismos vivos e do relevo durante todos esses milhares de anos para fazer essa mágica e nos fornecer esse bem tão precioso, o nosso SOLO.

Mas se o solo não é infinito, como em pleno século XXI podemos ter práticas de uso e cultivo tão pesadas, que degradam milhões e milhões de toneladas todos os dias?

Como ainda não adotamos práticas conservacionistas para gerar nossos alimentos e recursos básicos?

Como ainda produzimos sob um modelo tão antigo?

Como adotamos a mesma prática do Oiapoque ao Chuí nas nossas produções?

Será que o Brasil possui apenas um tipo de solo?

Existindo vários tipos de solo no nosso país, será que as mesmas técnicas podem ser empregadas nos diferentes tipos para produzir soja, por exemplo?

Nesta sessão você terá a resposta certa para todos estes questionamentos.

Precisamos tomar mais cuidado com esse recurso tão importante se quisermos garantir a produção de alimento no futuro. Para isso, é necessário otimizar as áreas, utilizar matérias primas adequadas, usar de forma racional adubos, agrotóxicos e implementos, além de diversificar cultivos.

 

Conhecer o solo que você produz pode ser o segredo do seu sucesso!

 
 
Colunistas

Joanilson Vieira Prestes Junior

Engenheiro Agrônomo pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Mestrando em Agronomia na área de Produção Vegetal pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná – campus Pato Branco. Atuou com Fertilidade e Manejo do Solo no setor de Agricultura de Precisão na região Sudoeste do Paraná.