Podridão branca da haste

Conhecida também como mofo branco, a podridão branca da haste é causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum. É uma doença de grande importância econômica pois os prejuízos nas áreas atacadas podem ser de até 100%.

São inúmeras as culturas que podem ser afetadas, dentre elas: Abóbora, Alface, Algodão, Almeirão, Amendoim, Batata, Berinjela, Canola, Chicória, Ervilha, Feijão, Flores, Fumo, Girassol, Hortaliças, Kiwi, Melancia, Melão, Pepino, Soja, Tomate, Tomate industrial e Tomate rasteiro.

Os sintomas são principalmente a murcha e podridão mole dos tecidos da planta principalmente na região do caule. Em condições de alta umidade, forma-se um micélio esbranquiçado, com aspecto cotonoso (algodão).

Com o avanço da doença ocorre a formação de escleródios, que são estruturas enegrecidas (semelhantes a fezes de rato) que podem ficar durante anos no solo, em condições adequadas podem germinar, formando apotécios. A fase da floração é a mais crítica pois a principal porta de entrada para o fungo são as flores e tecidos jovens, sendo que o vento leva os esporos até elas e se inicia a infecção.

FOTO: Thayllane de Campos Siega

O controle é difícil justamente por essas estruturas (escleródios) permanecerem por anos no solo. As melhores medidas a serem tomadas seriam, a rotação de cultura com espécies que não sejam hospedeiras, utilizar sementes certificadas e tratadas, bem como realizar a limpeza dos maquinários, sempre buscando evitar a entrada do fungo na área.

Recomenda-se pulverizações com fungicidas registrados para as culturas e o uso de biológicos como o Trichoderma spp. tem-se mostrado eficiente no controle dessa doença. Outra prática usual é manter a palhada para evitar a germinação do fungo. Em áreas menores pode ser realizada a solarização do solo com polietileno transparente por 60 dias.

 
 
Colunistas

Thayllane de Campos Siega

Técnica em Agropecuária, Engenheira Florestal, Mestre em Agronomia e aluna de Doutorado em Agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua na área de Fitopatologia e Tecnologia de sementes.