O que você sabe sobre testes de sanidade de sementes?

A patologia de sementes é muito importante, pois cerca de 90% das culturas utilizadas para a alimentação, são provindas de sementes. E essas sementes podem estar sujeitas ao ataque de patógenos especialmente por fungos.

Realizar teste de sanidade dessas sementes serve tanto para programas de quarentena quanto para produção de sementes certificas. Elas podem servir de abrigo e transporte para agentes patogênicos causadores ou não de doenças. Esses agentes podem ser agrupados em:

  • organismos de campo, onde predominam espécies fitopatogênicas, e
  • organismos de armazenamento, com pequeno número de espécies que deterioram as sementes nesta fase.

 

De modo geral, o transporte de microrganismos por sementes em um lote, pode se dar de três maneiras.

1) misturado com as sementes

2) aderido na superfície

3) ou internamente.

 

Por tanto, com o teste de sanidade você pode determinar a condição sanitária da amostra de sementes e a qualidade do lote, fornecendo informações para:

  • Serviço de quarentena;
  • Esquemas de certificação de sementes;
  • Avaliação do valor cultural;
  • Determinação da necessidade do tratamento de sementes;
  • Avaliação da eficiência do tratamento de sementes;
  • Testes de qualidade dos grãos de armazenados (fungos de armazenagem); e
  • A avaliação da resistência de cultivares.

Se um inóculo estiver presente na semente isso pode acarretar em um aumento progressivo de uma dada doença no campo, reduzindo o valor comercial da cultura. Bem como a introdução de patógenos importantes em áreas antes livres da doença. Os testes de sanidade de sementes também podem esclarecer as causas de baixa germinação, comum em amostras com elevados índices de infecção.


Lote de sementes de soja com baixa germinação e vigor.
FOTO: Thayllane de Campos Siega

Incubação em Substrato de Papel ou método do Papel de Filtro (“blotter test”)

É o método mais utilizado, devido a confiabilidade do teste, fácil de ser reproduzível e em curto espaço de tempo cerca de 7 dias você já tem os resultados.

 

• Número de sementes para a análise:

  • 400 sementes (4 × 100, 8 × 50 ou 16 × 25)

• Procedimentos:

As sementes são colocadas individualmente sobre camada de papel de filtro umedecido (3 discos sobrepostos ou 2 folhas de papel mata borrão), mantendo se distanciadas 1-2 cm uma das outras, no interior de placas de placas de  Petri®, Gerbox® ou equivalentes.


Sementes de soja dispostas para incubação pelo método Blotter test.
FOTO: Thayllane de Campos Siega.

Incubação:

  • Os recipientes com as sementes são dispostos em câmaras com fotoperíodo de 12 horas pelo período de 7-8 dias a temperatura de 20 ± 2 º C.

 

• Avaliação:

  • As sementes são examinadas individualmente com auxílio de um estereomicroscópio a resolução de 30-80X, pela ocorrência de frutificações típicas do crescimento de fungos.
  • Quando necessário são realizadas observações de lâminas ao microscópio ótico, para a identificação dos fungos em nível de espécie.

Os resultados são apresentados em percentual de ocorrência dos fungos com duas casas decimais.


Sementes infectadas com Rhizoctonia sp. e Aspergillus sp.
FOTO: Thayllane de Campos Siega.

 


Phomopsis sp., Cercospora Kikuchii e Fusarium spp.
FOTO: Thayllane de Campos Siega.

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Colunistas

Thayllane de Campos Siega

Técnica em Agropecuária, Engenheira Florestal, Mestre em Agronomia e aluna de Doutorado em Agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Atua na área de Fitopatologia e Tecnologia de sementes.