Manejo Integrado de Doenças: O que realmente ele integra?

O MID como é denominado popularmente, sendo abreviação para Manejo Integrado de Doenças, pode ser definido como o conjunto de técnicas disponíveis que irão manter as doenças abaixo do nível de dano econômico, ou seja, abaixo do nível que irá prejudicar a produtividade, de forma a evitar efeitos colaterais ao meio ambiente.

O manejo integrado envolve três principais estratégias:

  • Determinar as ações que irão manter as doenças abaixo do limite de dano econômico;
  • Combinar o conhecimento biológico das plantas e também das doenças com as táticas de controle disponíveis no mercado;
  • Desenvolver métodos de controle que estejam adaptados às tecnologias disponíveis e que sejam compatíveis com os aspectos econômicos, ecológicos e sociais.

 

Dessa forma, o manejo não visa erradicar o uso do controle químico e sim de maximizar o seu efeito integrando a ele outras táticas, sendo elas: uso de cultivares resistentes, uso de produtos biológicos, rotação de culturas, fim do pousio na entressafra e eliminação de plantas voluntárias que podem ser hospedeiras de doenças.

O uso da integração de táticas não tende a erradicar as doenças, mas sim mantê-las em níveis que não causem danos a produtividade, diferente do que ocorre com o controle, que visa a total eliminação e por vezes não é efetivo.

Portanto, para evitar a infestação de doenças somente o controle químico não basta, é necessário o uso de ações que irão proporcionar em longo prazo uma melhora no conjunto lavoura, formado pelo solo, planta e microrganismos.

 
 
Colunistas

Stheffani Lucca dos Santos

Engenheira Agrônoma pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Fez parte do corpo de estagiários da Embrapa Soja, estagiando no laboratório de Fitopatologia setor de epidemiologia e controle. Atualmente é mestranda na área de produção vegetal pela Universidade tecnológica Federal do Paraná – campus Pato branco,...